Publicado originalmente no Correio da Cidadania em 23 de outubro de 2015
O discurso de que os recursos gerados pela exploração do pré-sal
seriam a salvação da educação pública brasileira havia desaparecido, ou,
pelo menos, esmaecido, nos últimos anos.
Neste momento em que se somam a sanha golpista dos partidos mais à
direita; os interesses dos defensores de um neoliberalismo que sobrevive
com dificuldades, especialmente em países onde o desemprego chega a
atingir mais do que a metade dos jovens das camadas mais desfavorecidas
da população; a vontade dos entreguistas, recentemente manifestada em
projeto de lei do senador José Serra, que libera a qualquer empresa as
atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento, produção e
desativação das instalações de produção de petróleo e gás; o ódio e o
preconceito generalizado dos radicais religiosos; a ambição dos
sonegadores, um tipo de apropriador de recursos públicos que enriquece e
sobrevive impunemente no Brasil; o interesse das elites econômicas, que
chamam seus privilégios de direitos; a vontade dos saudosistas da
ditadura militar; e os interesses e vontades de tantos outros grupos, é
necessário unificar as ações e os discursos daqueles que se opõem a tudo
isso.
Reproduzo neste blog meus artigos sobre política, em especial sobre política educacional. Estão identificadas as publicações onde os artigos apareceram originalmente e, quando houver, os demais autores. Otaviano Helene
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23 de out. de 2015
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