Os recursos do Pré-Sal para a educação
Publicado no Correio da Cidadania em 29/maio/2013
Considerando os valores previstos no Fundeb para 2013, estados e municípios aplicarão, na educação básica, cerca de R$ 200 a R$ 250 por mês por aluno. Com tais valores, é, evidentemente, impossível fornecer educação de qualidade. Essa falta de recursos leva a uma combinação de problemas que incluem remunerações muito baixas para os trabalhadores do setor, salas superlotadas, poucas horas de permanência dos estudantes nas escolas, muitas “aulas vagas”, ausência de bibliotecas e laboratórios, impossibilidade de responder às necessidades específicas dos alunos que as exigem, entre muitos outros.
Os resultados desse subinvestimento são óbvios: professores com péssimas condições de trabalho, desvalorização das profissões ligadas à educação, estudantes com baixo desempenho, alta evasão escolar, não formação dos profissionais de que precisamos, entre vários outros.
Precisamos, e urgentemente, de mais recursos para a educação pública. Assim, deveríamos ver com bons olhos as propostas de uso de recursos provenientes da exploração do petróleo e de outros combustíveis fósseis para o setor (apelidado de royalties do Pré-Sal, embora não seja só do petróleo, nem só do Pré-Sal, nem apenas royalties, embora estes últimos correspondam aos maiores valores). Entretanto, devemos analisar os vários aspectos ligados a essa fonte de recursos para entender suas consequências práticas, suas limitações e contradições.
Reproduzo neste blog meus artigos sobre política, em especial sobre política educacional. Estão identificadas as publicações onde os artigos apareceram originalmente e, quando houver, os demais autores. Otaviano Helene
Mostrando postagens com marcador Os recursos do Pré-Sal para a educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Os recursos do Pré-Sal para a educação. Mostrar todas as postagens
31 de mai. de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)