A expansão dos cursos sequenciais é benéfica ao sistema educacional? NÃO
Folha de S. Paulo, 13 julho 2002, em coautoria com Osvaldo Coggiola
Este é um antigo artigo, publicado na seção Tendências e Debates da Folha, respondendo - negativamente - a questão acima colocada.
Na época, tendo em vista a não suficiente expansão do ensino superior público, o que ainda ocorre hoje, muitas pessoas passaram a defender os "cursos sequenciais" - cursos feitos após a conclusão do ensino médio, de curta duração considerados de nível superior mas não de graduação,. Tais cursos eram/são superficiais e insuficientes para formar alguém: na melhor das hipóteses, seriam apenas treinamento. A proposta de cursos sequenciais fez o mesmo papel atualmente feito pelo EaD e, como ocorre hoje, muitas pessoas acreditavam nela, pois não faziam uma análise mais profunda de seu significado, e outros a defendiam, pois pretendiam tirar proveito financeiro desse tipo de curso.
A nossa resposta àquela pergunta foi "não". Como é usual naquele jornal, havia uma resposta "sim" para a questão.
Reproduzo neste blog meus artigos sobre política, em especial sobre política educacional. Estão identificadas as publicações onde os artigos apareceram originalmente e, quando houver, os demais autores. Otaviano Helene
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