Livros infantojuvenis

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18 de dez de 2017

Quem sonega, sonega o quê?

Publicado no Correio da Cidadania em 13/12/2017

Os gastos públicos no Brasil (incluindo gastos federais, estaduais e municipais, cobertos por arrecadação de impostos, contribuições sociais, taxas etc.) correspondem, grosso modo, e em uma média válida para os últimos anos, a cerca de 33% (1) do produto interno bruto do país (PIB). Essa arrecadação, diferentemente do que se repete insistentemente nos meios de comunicação ligados aos interesses dos grupos dominantes, não é grande e é insuficiente. São raríssimos os casos de países cujas arrecadações públicas estão próximas da brasileira – em relação ao PIB – que apresentam um padrão minimamente razoável de civilização (2).

A escolarização dos mais pobres

Publicado no Correio da Cidadania em 28/nov/2017

Neste ter­ceiro ar­tigo de uma pe­quena série sobre a edu­cação bra­si­leira, será exa­mi­nada uma de suas ca­rac­te­rís­ticas mais per­versas e da­nosas para o fu­turo do país e a cons­trução da de­mo­cracia: a de­si­gual­dade. A de­si­gual­dade edu­ca­ci­onal está re­la­ci­o­nada com a de­si­gual­dade na dis­tri­buição de renda no país, pois ambas, em um país cuja es­cola pú­blica é pre­cária e sub­fi­nan­ciada e a edu­cação é mer­ca­doria a ser ven­dida e com­prada, se re­a­li­mentam in­ten­sa­mente, for­mando um cruel cír­culo vi­cioso.

22 de nov de 2017

Superar a evasão antes do final do ensino fundamental

Publicado no Correio da Cidadania em 9/nov/2017

         Este é o segundo artigo de uma pequena série na qual se pretende analisar informações educacionais, fazer diagnósticos, apontar possíveis soluções e estimar o esforço necessário para implementá-las.

13 de nov de 2017

Sem espaço para otimismo

Publicado originalmente no Le Monde Diplomatique Brasil, 124, Novembro/2017 
         Desde o final do período militar até meados desta década, muita coisa mudou na educação brasileira. As taxas de conclusão dos diferentes níveis educacionais mais do que dobraram; a porcentagem de adultos analfabetos caiu para menos do que a metade; o Brasil aumentou muito o número de profissionais de nível superior formados a cada ano. São dados realmente positivos. Mas será que eles podem oferecer espaços para algum otimismo?

12 de nov de 2017

9 de nov de 2017

Negligência na educação superior

Artigo publicado originalmente na Folha de S. Paulo em 7/11/2017

O Brasil investe cerca de 5% de seu Produto Interno Bruto em educação pública. A realidade do país mostra que isso é insuficiente, e uma comparação internacional confirma essa afirmação.
Países industrializados e com bons sistemas educacionais investem, em média, 6% de seus PIBs em educação pública.
Como a porcentagem de crianças e jovens no Brasil é cerca de uma vez e meia a daqueles países, precisaríamos investir 9% do nosso PIB para nos igualarmos a eles quanto à parcela do esforço nacional dedicado a cada estudante.

19 de out de 2017

A educação brasileira não vai nada bem

Publicado originalmente no Correio da Cidadania em 20 de outubro de 2017

O Brasil nunca se des­tacou po­si­ti­va­mente por al­guma de suas ca­rac­te­rís­ticas edu­ca­ci­o­nais. Ao con­trário, sempre es­ti­vemos em uma po­sição bem des­fa­vo­rável, mesmo em com­pa­ração com nossos vi­zi­nhos ge­o­grá­ficos ou ge­o­po­lí­ticos da Amé­rica do Sul.

2 de set de 2017

Algum dia será preciso ranquear os rankings?

Publicado originalmente no Jornal da USP em 1/9/2017

Ranqueameneto de universidades, amplamente divulgados pela mídia, viraram quase uma epidemia. Muitas pessoas, impossibilitadas de terem acesso a informações mais adequadas, acabam por tirar conclusões muito mais gerais, e erradas, do que os rankings permitem.

21 de ago de 2017

Sobre o financiamento eleitoral por empresas

Publicado originalemnmte em Caros Amigos, em 16/8/2017,
A legislação que regulamentava o financiamento eleitoral, em especial a lei 9504 de 1997, previa a possibilidade de empresas financiarem campanhas eleitorais com recursos que podiam chegar até a 2% do faturamento bruto anual. O absurdo dessa legislação, que transformava mandatos eletivos em mercadorias compráveis, foi apontado em alguns artigos, inclusive em Caros Amigos  [i].

16 de ago de 2017

A Universidade pública, de qualidade e gratuita é viável?

Publicado no Correio da Cidadania, em 31/maio/2017

O ataque sistemático à universidade pública no Brasil, a fim de abrir espaço ao setor privado, fez com que nosso país se tornasse um daqueles com as maiores proporções de matrículas no setor privado em todo o mundo. Apesar da (falsa) justificativa para a privatização ser a necessidade de apelar para que o setor privado colabore com a inclusão no ensino superior, o fato é que isso não ocorre.

13 de jun de 2017

Seminário de apresentação do livro Análise Comparativa da Educação Brasileira

Clique no "continue lendo" para ver os slides do seminário de apresentação do livro "Análise Comparativa da Educação Brasileira - do final do século XX ao início do século XXI"


23 de mai de 2017

Ainda a desidratação da USP


Publicado na versão eletrônica de Caros Amigos, 14/março/2017

As últimas três administrações da Universidade de São Paulo (USP), o que corresponde a um período pouco superior a dez anos, têm implementado planos e ações extremamente dispendiosos, aparentemente, desconectados uns dos outros e sem justificativa acadêmica, educacional ou científica. Se analisadas individualmente, aqueles planos e ações ou parecem insensatos, refletindo peculiaridades da personalidade do ou da ocasional ocupante da reitoria, ou cada um deles exige uma justificativa diferente, válida apenas para aquele ato ou determinação.

7 de fev de 2017

Deformando a previdência

Correio da Cidadania, 23/dez/2016

A atual proposta de Reforma da Previdência, que parte da sucessão de golpes que têm sido dados no Brasil contra a população, é fundamentada em uma coleção de desinformações. Uma delas, bastante repetida, é o suposto déficit previdenciário, calculado a partir da diferença entre a contribuição dos trabalhadores e empregadores e as despesas do sistema.