Livros infantojuvenis

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21 de dez de 2018

Público versus privado


Público versus privado, Correio da Cidadania, 21/dez/2018

O ataque ao setor público em geral e aos setores de interesse social em particular, como educação e saúde, depende bastante da disseminação da ideia, falsa, de que o setor privado é mais eficiente do que o público. Isso simplesmente não é verdade. Vejamos alguns exemplos.
 

15 de dez de 2018

Fundo patrimonial: o que é isso?



Fundo patrimonial: o que é isso?

Jornal da USP, 13/12/2018



Embora a ideia de um fundo patrimonial destinado a uma instituição pública de ensino superior, ou a algumas de suas unidades, tenha surgido várias vezes ao longo do tempo, tal proposta vem ganhando corpo mais recentemente, tanto em declarações verbais, como em reportagens, artigos assinados em jornais, etc. Entretanto, todas as análises são muito superficiais e, assim, cada pessoa acaba por fazer a imagem que quer sobre tal tipo de fundo, sem ter ideia sobre suas características, suas origens, como funcionam nos diversos países, onde existem e onde não existem, suas possibilidades, os valores envolvidos etc.

6 de dez de 2018

Educação pública, estatal, laica e gratuita: sim!


Educação pública, estatal, laica e gratuita: sim!


Folha de S. Paulo, 6.dez.2018, página A3

Neste momento, o liberalismo e os projetos privatistas ligados à educação voltam com toda a força. Para legitimá-los, velhos mitos são repetidos. Assim, é necessário explicitar alguns fatos para que as consequências de decisões que venham a ser tomadas sejam adequadamente avaliadas. Vamos resumir alguns deles.
De início, é importante lembrar que, em todo o mundo, como regra, o ensino é majoritariamente público e estatal. Os raros países com taxas de privatização maiores do que a brasileira apresentam contextos demográficos e históricos totalmente diferentes dos nossos.

9 de set de 2018

Sistema de cotas na USP pode prejudicar candidatos?


Publicado em Viomundo em 3/9/2018
A Universidade de São Paulo adotou um sistema de cotas para ingresso nos cursos de graduação, seja pelo SISU, seja pelo vestibular tradicional, com três modalidades de vagas: vagas destinadas à ampla concorrência (AC), sem exigência de nenhum requisito adicional além da conclusão do ensino médio; vagas destinadas aos candidatos que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas (EP); e aqueles que, além dessas condições, declarem-se pretos, pardos ou indígenas (PPI).

18 de dez de 2017

Quem sonega, sonega o quê?

Publicado no Correio da Cidadania em 13/12/2017

Os gastos públicos no Brasil (incluindo gastos federais, estaduais e municipais, cobertos por arrecadação de impostos, contribuições sociais, taxas etc.) correspondem, grosso modo, e em uma média válida para os últimos anos, a cerca de 33% (1) do produto interno bruto do país (PIB). Essa arrecadação, diferentemente do que se repete insistentemente nos meios de comunicação ligados aos interesses dos grupos dominantes, não é grande e é insuficiente. São raríssimos os casos de países cujas arrecadações públicas estão próximas da brasileira – em relação ao PIB – que apresentam um padrão minimamente razoável de civilização (2).

A escolarização dos mais pobres

Publicado no Correio da Cidadania em 28/nov/2017

Neste ter­ceiro ar­tigo de uma pe­quena série sobre a edu­cação bra­si­leira, será exa­mi­nada uma de suas ca­rac­te­rís­ticas mais per­versas e da­nosas para o fu­turo do país e a cons­trução da de­mo­cracia: a de­si­gual­dade. A de­si­gual­dade edu­ca­ci­onal está re­la­ci­o­nada com a de­si­gual­dade na dis­tri­buição de renda no país, pois ambas, em um país cuja es­cola pú­blica é pre­cária e sub­fi­nan­ciada e a edu­cação é mer­ca­doria a ser ven­dida e com­prada, se re­a­li­mentam in­ten­sa­mente, for­mando um cruel cír­culo vi­cioso.

22 de nov de 2017

Superar a evasão antes do final do ensino fundamental

Publicado no Correio da Cidadania em 9/nov/2017

         Este é o segundo artigo de uma pequena série na qual se pretende analisar informações educacionais, fazer diagnósticos, apontar possíveis soluções e estimar o esforço necessário para implementá-las.

13 de nov de 2017

Sem espaço para otimismo

Publicado originalmente no Le Monde Diplomatique Brasil, 124, Novembro/2017 
         Desde o final do período militar até meados desta década, muita coisa mudou na educação brasileira. As taxas de conclusão dos diferentes níveis educacionais mais do que dobraram; a porcentagem de adultos analfabetos caiu para menos do que a metade; o Brasil aumentou muito o número de profissionais de nível superior formados a cada ano. São dados realmente positivos. Mas será que eles podem oferecer espaços para algum otimismo?

12 de nov de 2017

9 de nov de 2017

Negligência na educação superior

Artigo publicado originalmente na Folha de S. Paulo em 7/11/2017

O Brasil investe cerca de 5% de seu Produto Interno Bruto em educação pública. A realidade do país mostra que isso é insuficiente, e uma comparação internacional confirma essa afirmação.
Países industrializados e com bons sistemas educacionais investem, em média, 6% de seus PIBs em educação pública.
Como a porcentagem de crianças e jovens no Brasil é cerca de uma vez e meia a daqueles países, precisaríamos investir 9% do nosso PIB para nos igualarmos a eles quanto à parcela do esforço nacional dedicado a cada estudante.

19 de out de 2017

A educação brasileira não vai nada bem

Publicado originalmente no Correio da Cidadania em 20 de outubro de 2017

O Brasil nunca se des­tacou po­si­ti­va­mente por al­guma de suas ca­rac­te­rís­ticas edu­ca­ci­o­nais. Ao con­trário, sempre es­ti­vemos em uma po­sição bem des­fa­vo­rável, mesmo em com­pa­ração com nossos vi­zi­nhos ge­o­grá­ficos ou ge­o­po­lí­ticos da Amé­rica do Sul.

2 de set de 2017

Algum dia será preciso ranquear os rankings?

Publicado originalmente no Jornal da USP em 1/9/2017

Ranqueameneto de universidades, amplamente divulgados pela mídia, viraram quase uma epidemia. Muitas pessoas, impossibilitadas de terem acesso a informações mais adequadas, acabam por tirar conclusões muito mais gerais, e erradas, do que os rankings permitem.

21 de ago de 2017

Sobre o financiamento eleitoral por empresas

Publicado originalemnmte em Caros Amigos, em 16/8/2017,
A legislação que regulamentava o financiamento eleitoral, em especial a lei 9504 de 1997, previa a possibilidade de empresas financiarem campanhas eleitorais com recursos que podiam chegar até a 2% do faturamento bruto anual. O absurdo dessa legislação, que transformava mandatos eletivos em mercadorias compráveis, foi apontado em alguns artigos, inclusive em Caros Amigos  [i].